O governo brasileiro anunciou, no início de fevereiro, um aumento no imposto sobre mais de mil produtos importados, incluindo celulares, com o intuito de incentivar a competitividade da indústria nacional. O acréscimo pode chegar a até 7,2 pontos percentuais, afetando tanto setores quanto consumidores que optam por compras internacionais.
Embora a medida não atinja os smartphones fabricados no Brasil, que representam 95% das vendas no país, as marcas que dependem de importações, como a Xiaomi, podem ser impactadas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a maioria dos celulares vendidos no Brasil é montada localmente, o que minimiza o efeito do aumento.
O governo espera arrecadar R$ 14 bilhões a mais com o aumento do imposto, que visa reequilibrar os preços entre produtos nacionais e importados. A medida também garante tarifa zero para componentes não produzidos localmente, beneficiando as empresas que já montam aparelhos no Brasil.
Analistas apontam que, mesmo com o aumento dos impostos, a demanda por celulares importados pode continuar, já que muitos consumidores buscam tecnologia e custo-benefício que nem sempre estão disponíveis no mercado nacional.


