O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o comando da pasta na próxima semana para concorrer ao governo de São Paulo. A decisão foi confirmada por fontes próximas ao ministro e está prevista para ocorrer na quinta-feira, 19 de março, respeitando o prazo estabelecido pela Constituição brasileira.
De acordo com a legislação eleitoral, ministros que desejam disputar eleições devem se desincompatibilizar até seis meses antes da votação, que neste ano acontece no início de abril. Haddad, que inicialmente hesitou, aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfatizou a importância de sua participação na disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O acirramento da disputa presidencial, especialmente após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha, foi um fator decisivo para a decisão de Haddad. Embora o ministro tenha argumentado que Lula está em uma posição mais forte na corrida presidencial em comparação a 2022, as pesquisas indicam um cenário apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Além disso, Haddad tem se destacado em pesquisas como um candidato mais viável do que outras opções consideradas pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet. No entanto, ele ainda aparece atrás de Tarcísio nas intenções de voto, com 31% contra 44% do atual governador.


