A Polícia Federal utiliza equipamentos avançados que permitem acessar dados de celulares, mesmo sem a senha e com os aparelhos desligados. Ferramentas como o israelense Cellebrite e o americano Greykey são exemplos de tecnologia que conseguem recuperar mensagens e arquivos de dispositivos Android e iPhones, mesmo quando bloqueados.
Uma etapa crucial nas investigações é a preservação do dispositivo em um recipiente que impede a entrada e saída de ondas eletromagnéticas, seguindo o conceito da Gaiola de Faraday. Wanderson Castilho, perito em segurança digital, explicou que esse recipiente evita que o proprietário do aparelho possa apagar dados remotamente.
Os métodos de extração de dados variam conforme a condição do dispositivo. Se o celular estiver bloqueado, programas como Greykey e Cellebrite tentam descobrir a senha de bloqueio. Se o aparelho estiver desligado ou danificado, pode-se usar a técnica de chip off, onde componentes são desmontados para transferir as informações para outro dispositivo.
A extração deve ser realizada rapidamente, pois alguns dados que ajudam no acesso, como a senha de bloqueio, ficam em uma memória temporária. Castilho ressaltou que, após desligar e ligar o celular, pode ser mais difícil quebrar a senha. A empresa responsável pelo Greykey, em 2024, informou que uma atualização do iPhone faz com que o aparelho se desligue automaticamente após três dias se estiver bloqueado.
Além disso, a técnica chip off permite desmontar o celular e enviar pulsos elétricos para extrair dados, mesmo que o aparelho esteja desligado. Essa tecnologia é vital para as investigações da Polícia Federal.


