A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou nesta terça-feira (10) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo sem alterações nos preços da Petrobras, a principal fornecedora nacional.
Nos últimos dias, sindicatos do setor relataram aumentos nos preços da gasolina e do diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo, que disparou devido à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08. A Senacon informou que aumentos de até R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina já estão sendo repassados às revendas.
O Cade, órgão responsável por zelar pela concorrência, analisará se há indícios de infrações à ordem econômica diante dos aumentos sem mudanças na política de preços da Petrobras. Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil permanecem abaixo do mercado internacional devido à política de preços da Petrobras, que suaviza oscilações externas no curto prazo.


