Uma pesquisa do Departamento de Psicologia e Neurociência da Universidade da Carolina do Norte, divulgada nesta segunda-feira (9), revelou que adolescentes passam quase um terço do dia letivo conectados a smartphones, o que afeta sua capacidade de atenção e controle de impulsos. O estudo acompanhou jovens de 11 a 18 anos e constatou que o uso do celular durante as aulas é persistente, não se limitando apenas aos intervalos.
Os dados mostram que, em média, os estudantes passam 2,22 horas por dia escolar usando smartphones e verificam os aparelhos cerca de 64 vezes durante as aulas, dedicando mais de 70% desse tempo a redes sociais e aplicativos de entretenimento. Os alunos mais velhos utilizam seus celulares por cerca de 23 minutos a cada hora, enquanto os mais novos fazem isso por 11 minutos.
Os pesquisadores destacam que a fragmentação da atenção causada por checagens constantes prejudica o foco necessário para o aprendizado. A professora Eva Telzer, coautora do estudo, alertou que esse comportamento pode minar as competências essenciais para o sucesso acadêmico.
Em resposta aos resultados, os autores do estudo sugerem que as escolas implementem políticas que limitem o acesso a plataformas estimulantes durante o horário de aula. No Brasil, uma lei sancionada em janeiro de 2025 proíbe o uso de celulares nas escolas, e embora a implementação tenha sido desafiadora, muitos educadores relatam melhorias na concentração e no desempenho dos alunos após a adoção da medida.


