Um levantamento do Instituto Semesp, divulgado em 19 de março de 2026, revela que 41,6% dos alunos da educação à distância (EAD) abandonaram a graduação antes de concluir o curso em 2024. A taxa de evasão no ensino presencial também é alta, atingindo 24,8% no mesmo ano.
A evasão é definida como a saída do estudante do curso sem a obtenção do diploma. Apesar do aumento nas matrículas após a pandemia, a permanência dos alunos no ensino superior continua sendo um desafio, especialmente nas instituições privadas e na modalidade EAD.
Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, atribui a alta taxa de evasão no EAD ao modelo de aulas assíncronas, que exige maior autonomia dos alunos. Em 2024, a educação à distância representou 50,7% de todas as matrículas, mas com um índice de desistência superior ao do ensino presencial.
O estudo também revelou que a evasão é mais elevada entre alunos mais velhos, com 67,3% dos estudantes da EAD tendo 25 anos ou mais. Além disso, a taxa de desistência acumulada na rede privada atingiu 64,7% entre 2020 e 2024, sendo ainda maior na EAD, com 68,1%.
Os pesquisadores concluem que a evasão no ensino superior brasileiro se tornou um problema estrutural, destacando a necessidade de estratégias de permanência e apoio acadêmico para reduzir as taxas de abandono.


