O bilionário Elon Musk foi considerado culpado por um júri federal dos Estados Unidos por fraudar acionistas do antigo Twitter em 2022, antes de adquirir a plataforma. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (20) pela Bloomberg.
Os jurados responsabilizaram Musk por tuítes em que afirmou que a negociação estava ‘temporariamente suspensa’ e que o Twitter tinha mais contas falsas do que os números oficiais indicavam. O processo foi movido por investidores que alegaram ter vendido suas ações a preços artificialmente baixos entre 13 de maio e 4 de outubro de 2022 devido às declarações do empresário.
Mark Molumphy, advogado dos acionistas, afirmou que Musk ‘destruiu a empresa’ e fez as ações despencarem. O nível dos danos será determinado pela Justiça americana, com estimativas de prejuízo em torno de US$ 2,5 bilhões, segundo Francis Bottini, outro advogado dos investidores.
Os advogados de Musk argumentaram que ele tinha preocupações legítimas sobre a quantidade de contas falsas na plataforma e que suas declarações não configuravam fraude. Em resposta à decisão, eles afirmaram estar esperançosos por uma absolvição em apelação.
A compra do Twitter por Musk foi anunciada em abril de 2022, com um valor de US$ 44 bilhões. Após questionar os números oficiais sobre contas falsas, as ações da empresa caíram significativamente, levando à conclusão da compra em outubro do mesmo ano.


