O Snapchat, plataforma de mídia social da empresa americana Snap, está sendo investigado pela União Europeia devido a preocupações sobre sua capacidade de prevenir o aliciamento de crianças e a venda de produtos ilegais. A investigação foi anunciada nesta quinta-feira (26) e se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que exige que grandes plataformas combatam conteúdos ilegais e prejudiciais, sob pena de multas que podem chegar a 6% do faturamento global.
A chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, expressou preocupações sobre o contato de menores com criminosos e sobre configurações de conta que podem comprometer a segurança das crianças. A Comissão Europeia, responsável por aplicar a lei, suspeita que o Snapchat não possui mecanismos adequados para evitar que crianças sejam abordadas por usuários mal-intencionados.
A investigação também inclui a avaliação das ferramentas de moderação da plataforma, que são vistas como ineficazes para impedir conteúdos que promovem a venda de itens ilegais, como drogas e produtos com restrição de idade, como cigarros eletrônicos e bebidas alcoólicas. Além disso, a Comissão Europeia decidiu dar continuidade a uma investigação iniciada por reguladores da Holanda, em setembro, sobre a venda de cigarros eletrônicos para menores através do aplicativo.
Outros pontos de preocupação incluem a fragilidade do sistema de verificação de idade, as configurações padrão das contas e possíveis falhas no design da plataforma que dificultam a identificação de riscos pelos usuários. Em resposta, o Snapchat afirmou que está revisando constantemente suas medidas de proteção e cooperando de forma transparente com as autoridades durante a investigação.


