Na Alemanha, milhares de pessoas têm se manifestado em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa seu ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por inteligência artificial (IA). O caso gerou uma onda de mobilização em torno do movimento #MeToo no país, focando na proteção das mulheres contra abusos online.
Os protestos, organizados em grande parte pelo coletivo Vulver, destacam as ‘lacunas gritantes’ na proteção jurídica das mulheres na internet. A Alemanha já estava preparando um projeto de lei sobre a divulgação de deepfakes, mas a publicação de uma investigação da revista Spiegel sobre o caso de Fernandes evidenciou a urgência de regulamentações.
Fernandes, de 44 anos, alega que seu ex-marido, o ator Christian Ulmen, criou perfis falsos nas redes sociais para disseminar imagens pornográficas falsas dela. Em um comunicado, ela afirmou que foi abusada virtualmente por mais de uma década e que o marco jurídico atual é insuficiente para proteger as vítimas.
O Ministério Público alemão iniciou uma investigação contra Ulmen com base nas alegações apresentadas por Fernandes. O escândalo levou a manifestações significativas, incluindo uma marcha em Hamburgo com 17.000 participantes, demandando maior proteção para as mulheres.


