O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou nesta segunda-feira (6) que protocolou um pedido para prorrogar os trabalhos do colegiado por mais 60 dias. A comissão, que foi instalada em novembro do ano passado para investigar a atuação de organizações criminosas, tem seu prazo final estabelecido para 14 de abril.
O pedido de prorrogação, assinado por 28 senadores, será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Recentemente, Alcolumbre se manifestou contra a prorrogação da CPMI do INSS. Vieira destacou que o colegiado acumulou um ‘volume monumental’ de documentos e que é necessário mais tempo para cruzar os dados coletados e ouvir investigados e testemunhas.
O relator também argumentou que a comissão ainda não teve prazo suficiente para concluir um diagnóstico sobre a atuação de facções e milícias em diferentes estados do país. Vieira enfatizou a importância de ouvir governadores e secretários de segurança de diversas regiões. ‘O encerramento prematuro desta CPI representaria não apenas um retrocesso inaceitável na elucidação completa da infiltração do crime organizado nos mais diferentes domínios da economia brasileira, mas também um prejuízo incalculável ao interesse público’, afirmou.
Entre os parlamentares que assinaram o pedido de prorrogação está o presidente do colegiado, Fabiano Contarato (PT-ES), que agendou depoimentos importantes para esta semana. Na terça-feira (7), estão previstos os depoimentos de Ibaneis Rocha (MDB), ex-governador do Distrito Federal, e André Garcia, secretário de Políticas Penais do Ministério da Justiça. Já na quarta-feira (8), será a vez de Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, ex e atual presidentes do Banco Central, respectivamente.


