A equipe econômica brasileira adotou uma série de ações nos últimos meses para tentar conter o impacto da alta do preço do petróleo – decorrente da guerra no Oriente Médio – no custo de vida da população. O governo brasileiro não está agindo isoladamente. Vários outros países também estão adotando medidas, algumas inusitadas, para enfrentar as consequências da guerra.
Após pouco mais de dois meses de conflito, o Ministério da Fazenda anunciou redução de impostos federais, subsídio ao diesel, um acordo com os estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação. Também foram anunciadas linhas de crédito aos setores afetados e fiscalização para evitar abusos nos preços dos combustíveis.
Vários outros países têm se movimentado para mitigar os efeitos do conflito sobre suas economias, adotando medidas semelhantes às anunciadas pelo Brasil, como redução de impostos e subsídios aos setores afetados. Alguns deles têm ido além, implementando controle de preços e medidas consideradas mais heterodoxas para conter a demanda por combustíveis e energia elétrica.
Os efeitos mais claros que as nações têm buscado diminuir são o aumento da inflação, gerado pela disparada do petróleo, e o impacto da crise no crescimento econômico e no bem-estar das populações. No Brasil, especialistas avaliam que os efeitos não são tão graves, devido ao fato de o país ser exportador de petróleo, o que gera ingresso de divisas e impacto menor no câmbio, embora ainda importe parte do diesel e da querosene de aviação consumidos internamente.
Entre as medidas mais curiosas adotadas por alguns países, estão: uso de ar-condicionado com temperaturas mais altas, fechamento de universidades, limitação de abastecimento de combustíveis, congelamento de tarifas e preços, reuniões online para funcionários públicos, redução de viagens oficiais, fechamento do centro administrativo às 18h para desligar luzes e aparelhos eletrônicos, limitação de iluminação comercial e pública, racionamento de gás natural e gás de cozinha, trabalho remoto às sextas-feiras para servidores públicos, entre outras.
De acordo com um painel da Agência Internacional de Energia (AIE), pelo menos 39 países já adotaram ações para conter os impactos da disparada do petróleo e do custo da energia. Entre as medidas adotadas estão a limitação do aumento de preços de combustíveis, reduções de impostos e subsídios.


