Em março de 2026, a diferença de preços entre a carne bovina e suína atingiu o maior nível em quatro anos, com um diferencial de R$ 14,26 por quilo. Essa situação é resultado de uma queda de quase 3% nas cotações da carcaça suína e um aumento de 2,6% nos preços da carne bovina, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).
Os preços da carcaça de porco, que registraram uma elevação de 10,8% em fevereiro, foram impactados pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma e pela alta nas exportações da carne bovina. Em março, a carcaça suína foi comercializada a R$ 10,06 o quilo, refletindo uma desvalorização de 2,8% em relação ao mês anterior.
Por outro lado, a carne bovina viu sua cotação média subir para R$ 24,32 o quilo, impulsionada pela demanda internacional e pela baixa oferta de animais prontos para abate. O volume de exportações de carne bovina in natura também se destacou, com um aumento de 19,7% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os dados do Cepea indicam que a valorização da carne brasileira no mercado externo, com um preço médio de US$ 5.814,80 por tonelada em março, contribuiu para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno. Nesse cenário, a expectativa é que os preços continuem em alta, sustentados pela demanda externa e pela oferta restrita.
