A indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, enfrenta novos desafios após a divulgação de seu patrimônio superior a US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões). A falta de detalhes sobre parte dos ativos e informações incompletas levantaram preocupações no Senado sobre possíveis conflitos de interesse, conforme reportado pela agência Reuters.
A senadora democrata Elizabeth Warren destacou que as inconsistências nas divulgações financeiras não atendem às regras éticas e pediu o adiamento da audiência de confirmação, marcada para a próxima terça-feira (21). Segundo Warren, a falta de transparência impede a identificação de eventuais conflitos de interesse, especialmente em um contexto onde o Fed já enfrentou escândalos relacionados.
A documentação apresentada por Warsh contém 69 páginas, mas a complexidade dos investimentos e a presença de cláusulas de confidencialidade dificultam a avaliação completa. O senador republicano Thom Tillis também expressou sua resistência, afirmando que só apoiará a confirmação após o fim de uma investigação do Departamento de Justiça envolvendo o atual presidente do Fed, Jerome Powell.


