Vídeos de negociações de carros financiados que viralizaram nas redes sociais reacenderam uma dúvida comum entre consumidores: afinal, quanto um financiamento realmente custa?
Nos comentários dessas publicações, internautas questionam valores que vão muito além das parcelas anunciadas. Isso acontece porque, além dos juros, as operações de crédito têm o chamado Custo Efetivo Total (CET), que reúne tarifas, seguros e outros encargos e está presente em todas as modalidades de crédito — do financiamento de veículos e imóveis ao crédito consignado.
O Custo Efetivo Total (CET) é a taxa que mostra o custo real de um empréstimo ou financiamento. Além dos juros, ele reúne todas as despesas envolvidas na operação, o que permite uma comparação mais precisa entre diferentes ofertas de crédito.
Entre os componentes do CET estão: os juros, que representam o valor cobrado pelo banco para conceder o empréstimo; o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), um tributo obrigatório que aumenta o custo final da dívida; tarifas administrativas; seguros, como o prestamista; e outros encargos que podem variar conforme a instituição financeira e o tipo de crédito.
Em um financiamento de R$ 1.000, por exemplo, com juros de 12% ao ano, a inclusão de taxas como cadastro e IOF pode elevar o custo total para cerca de 43,9% ao ano. Especialistas alertam que olhar apenas para a taxa de juros ou para o valor da parcela pode dar uma falsa impressão de que o empréstimo é barato.
A situação se torna ainda mais crítica em um cenário de endividamento elevado, onde 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mesmo com a queda da taxa Selic, os juros permanecem altos, pressionando o orçamento das famílias.
Os especialistas recomendam cautela na hora de assumir novas dívidas e alertam que a falta de entendimento sobre os custos pode agravar a situação financeira. O Custo Efetivo Total deve ser claramente informado pelas instituições financeiras, e a transparência é essencial para evitar prejuízos ao consumidor.


