Os chamados mercados de previsão, que permitem especular sobre uma ampla variedade de eventos, têm gerado controvérsia no Brasil. Esses sites oferecem a possibilidade de apostas em questões que vão desde eventos esportivos até situações políticas e econômicas. Cada contrato de aposta é avaliado com base na probabilidade do evento ocorrer, e o pagamento é realizado caso a previsão se concretize.
Recentemente, o governo brasileiro bloqueou plataformas como Kalshi e Polymarket, que operam nesse segmento, alegando que devem seguir as regras da lei de apostas, que exige licenças específicas para operar no país. O Ministério da Fazenda informou que não há empresas brasileiras autorizadas a atuar como mercados de previsão, e que a regulamentação do setor está em estudo.
Os mercados de previsão têm se tornado populares, especialmente após a cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, ser reconhecida como a bilionária mais jovem do mundo. No entanto, a falta de regulamentação levanta preocupações sobre a operação dessas plataformas no Brasil, onde o vício em apostas online já é considerado um problema de saúde pública. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável defende que esses mercados devem ser regulados da mesma forma que as apostas esportivas tradicionais, uma vez que operam em um espaço semelhante.


