O envelhecimento da população brasileira terá um impacto significativo no sistema previdenciário e na área de saúde do país, conforme destacado no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviado ao Congresso Nacional em abril de 2026. O governo estima que o déficit do INSS deve quadruplicar até 2100, exigindo uma nova reforma da Previdência.
Além disso, o sistema de saúde enfrentará uma demanda crescente, com uma previsão de necessidade de R$ 121 bilhões adicionais até 2036. Isso se deve ao fato de que a população idosa requer proporcionalmente mais serviços de saúde.
Por outro lado, a LDO aponta que o setor de educação poderá contar com R$ 30,2 bilhões a menos, devido à diminuição da população jovem. O governo observa que a estrutura etária do Brasil está mudando rapidamente, aumentando a quantidade de idosos e reduzindo a de jovens, o que traz desafios para as políticas públicas.
O Sistema Único de Saúde (SUS), consolidado na Constituição de 1988, enfrenta problemas de financiamento, enquanto a educação pública é gerida em colaboração entre os níveis federal, estadual e municipal. A previsão é que o déficit do INSS atinja 2,49% do PIB em 2026, podendo chegar a 10,41% do PIB em 2100, o que representa um rombo de R$ 28,44 trilhões.
A relação entre a população idosa e a jovem deve cair de 4,6 para 1,6 até 2060, o que comprometerá a base de sustentação da previdência social. O governo avalia que, apesar de ainda ter uma estrutura etária relativamente jovem, a queda nas taxas de fecundidade e mortalidade levará a um envelhecimento acelerado da população, exigindo mudanças nas políticas públicas.


