O retorno ao trabalho presencial está em curso no Brasil, conforme um estudo da WeWork e Offerwise, que revela que 63% dos brasileiros trabalham de forma presencial, sendo que 79% deles não têm escolha nessa decisão. A pesquisa aponta que, quando a decisão é do trabalhador, apenas 42% optariam por trabalhar exclusivamente no escritório.
A taxa de vacância de imóveis corporativos em São Paulo atingiu 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível em 14 anos, refletindo a resistência ao retorno ao ambiente de trabalho. Gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, com 76% expressando preocupações sobre o excesso de reuniões e dificuldades na gestão organizacional.
Um dos principais fatores de resistência é o tempo de deslocamento, considerado a maior desvantagem do modelo presencial por 65% dos trabalhadores. Além disso, 53% dos profissionais relatam aumento nos gastos com transporte e alimentação. A experiência no escritório nem sempre compensa, com queixas sobre ambientes barulhentos e falta de espaços de descanso.
Em meio a essa resistência, a flexibilidade se torna um fator crucial. A perda dessa flexibilidade gera desmotivação em 44% dos trabalhadores e ansiedade em 38%. A pesquisa revela que 93% dos profissionais consideram essencial equilibrar vida pessoal e trabalho, e 64% estariam dispostos a trocar de emprego por uma melhor qualidade de vida.
Embora o trabalho presencial ainda tenha seu valor, com 55% dos profissionais reconhecendo sua importância para a integração das equipes, as empresas precisam oferecer mais para competir com o conforto do lar. Estratégias de flexibilização e melhorias nos ambientes de trabalho são essenciais para atrair os trabalhadores de volta ao escritório.
