A terceira geração do Audi Q3 já está à venda no Brasil, com preços de R$ 389.990 para a versão SUV e R$ 399.990 para o cupê. O modelo chega ao mercado em um segmento dominado por concorrentes como o BMW X1 e o Mercedes GLA, que agora também enfrenta a entrada de marcas chinesas como Denza e Wey.
O g1 testou ambas as versões do Q3, percorrendo cerca de 300 km pelo interior de São Paulo, com 10% do trajeto em áreas urbanas e o restante em estradas. Apesar das mudanças estéticas e de potência, a tecnologia do modelo deixou a desejar, especialmente em comparação com rivais.
Externamente, o Audi Q3 adota um design mais fluido, com um sistema de iluminação em LED inovador que, no exterior, projeta informações diretamente na pista, como alertas de temperatura e sinalizações de curvas. Contudo, essa tecnologia não está disponível na versão brasileira.
Internamente, a central multimídia cresceu de 8,8 para 12,8 polegadas, mas a tela de instrumentos, com apenas 11,9 polegadas, apresenta limitações na personalização das informações. Além disso, o piloto automático adaptativo não mantém o veículo centralizado na faixa, e a ausência de alerta de ponto cego é notável.
O acabamento é predominantemente macio ao toque, mas a tecnologia básica, como a falta de projeção de informações no para-brisa, frustra as expectativas. O motor 2.0 turbo agora oferece 258 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos, mas o conforto em áreas urbanas não se iguala ao que é oferecido por SUVs chineses.
Com um desempenho robusto, o Audi Q3 se posiciona como uma opção premium, mas ainda fica atrás de BMW e Mercedes em termos de tecnologia e inovação.


