Um julgamento que pode moldar o futuro da OpenAI entrou em sua fase final nesta quinta-feira (14) em Oakland, Califórnia. O advogado de Elon Musk, Steven Molo, argumentou que o júri deve responsabilizar os líderes da OpenAI, incluindo o presidente-executivo Sam Altman, por suposta violação de confiança beneficente e enriquecimento ilícito. Musk alega que a organização sem fins lucrativos foi transformada em um veículo de enriquecimento pessoal, distorcendo sua missão original de desenvolver inteligência artificial segura para a humanidade.
Musk processa a OpenAI e Altman, afirmando que foi manipulado para doar US$ 38 milhões, apenas para descobrir que a entidade criou uma empresa com fins lucrativos sem seu conhecimento. Além disso, ele menciona que a OpenAI aceitou investimentos significativos da Microsoft, totalizando dezenas de bilhões de dólares, para expandir seus negócios.
Durante suas alegações, Molo questionou a credibilidade de Altman, sugerindo que ele é visto como desonesto e pediu aos jurados que usassem o “bom senso” ao avaliar as testemunhas. Musk busca uma indenização de cerca de US$ 150 bilhões, que seria destinada à entidade sem fins lucrativos da OpenAI, além de exigir a remoção de Altman e de Greg Brockman de seus cargos.
O julgamento ocorre em meio a preocupações crescentes sobre a inteligência artificial, com a OpenAI competindo com outras empresas do setor, como Anthropic e a xAI, startup de Musk. A juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, supervisiona o caso, que poderá ter repercussões significativas no futuro da OpenAI.


