O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (25) que a extrema direita busca “calar” professores e estudantes, “nega a ciência” e “censura a arte” por temer a conscientização do povo por meio da educação. A declaração foi feita durante um fórum em Brasília, que reuniu reitores de universidades brasileiras e de países africanos, em comemoração ao “Dia da África”.
“Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, afirmou Lula. O presidente destacou a importância do pensamento crítico, que, segundo ele, caminha junto à luta anticolonial e ao combate à discriminação.
Lula também citou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que defendia a educação como a “arma mais poderosa” para mudar o mundo. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de cooperação entre instituições brasileiras e africanas para o desenvolvimento dos países africanos mais pobres.
Além disso, Lula criticou o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais, reiterando sua posição contrária ao uso dessa tecnologia em sua própria campanha de reeleição, marcada para outubro. Ele destacou que a inteligência artificial deve ser utilizada para fins construtivos e não apenas para maldades nas campanhas políticas.
“Os modelos de linguagem da inteligência artificial precisam ser construídos em português, em iorubá, em zulu e nas muitas línguas dos povos africanos”, concluiu o presidente.


