A Ferrari apresentou na segunda-feira (25) o Luce, seu primeiro carro elétrico. Apesar dos números impressionantes de desempenho, o design e proposta do modelo causaram reações nas redes sociais.
O mercado financeiro não assimilou bem a novidade, resultando em uma queda de 8,37% nas ações da Ferrari negociadas na bolsa de Milão nesta terça-feira (26). Os papéis da montadora, que fecharam na segunda-feira a 310 euros (R$ 1.808), caíram para 284,05 euros (R$ 1.657) no fechamento desta terça.
O Luce, que tem um preço anunciado de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta), é descrito pela Ferrari como um novo capítulo para a marca de Maranello. O nome ‘Luce’ evoca claridade e direção, simbolizando a intenção de criar uma Ferrari 360º, não apenas um carro elétrico.
O modelo é o primeiro carro de cinco lugares da Ferrari e apresenta um design que gerou debates, principalmente por ter poucos elementos marcantes da marca. Com uma carroceria arredondada e proporções mais comuns em carros tradicionais, o Luce se distancia do que se espera de uma Ferrari. O capô flutuante e a disposição dos limpadores de para-brisa também foram alvo de críticas.
O interior do Luce, que já havia sido revelado, reflete uma filosofia minimalista, com telas arredondadas e botões de fácil acionamento. O design é assinado pelo estúdio Lovefrom, de Jony Ive, ex-designer da Apple, que teve liberdade criativa para o projeto.
Em termos de desempenho, o Luce conta com quatro motores elétricos, totalizando 1.050 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. O modelo atinge uma velocidade máxima de 310 km/h e possui autonomia de mais de 530 km com as baterias 100% carregadas.


