Na tarde da última sexta-feira (29), o governo Lula divulgou uma nota oficial em resposta à classificação das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. O governo enfatizou que essas facções são tratadas como organizações criminosas que promovem terror em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e armas, mas diferenciou suas ações do conceito de terrorismo internacional.
A nota destaca que as motivações do PCC e do CV são predominantemente financeiras, sem vínculos ideológicos, políticos ou religiosos. O governo também criticou a família Bolsonaro, sem citar nomes, por buscar interferência externa nos assuntos internos do Brasil, afirmando que cabe exclusivamente ao país definir como o crime organizado deve ser classificado e combatido.
O governo reafirmou seu compromisso com o combate às facções, mencionando a aprovação recente de uma lei que estabelece penas de até 80 anos de prisão para crimes relacionados a essas organizações. Além disso, o Brasil busca parcerias internacionais para enfrentar o crime organizado, mas rejeita qualquer forma de intervenção externa.


