A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares, o menor percentual desde 2000, excluindo o ano de 2021, quando houve redução devido à pandemia de Covid-19.
Esse reajuste afetará cerca de 7,7 milhões de beneficiários, representando 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
A ANS informou que o reajuste só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Para planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou agosto, com retroatividade ao mês de renovação.
Analistas do Citi e UBS BB comentaram que o percentual abaixo do esperado pode impactar negativamente as expectativas de crescimento do setor, com a Hapvida sendo a mais exposta devido à sua alta dependência de contratos individuais. No mercado, as ações de Hapvida, Rede D’Or e Bradsaúde apresentaram quedas significativas após o anúncio.


