O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta segunda-feira (1) que, embora o governo brasileiro tenha adotado medidas para melhorar as contas públicas, reformas fiscais significativas ainda são imprescindíveis para garantir uma redução efetiva da dívida pública. A avaliação foi feita após uma missão do FMI ao Brasil, que analisou as políticas econômicas do país.
As reformas fiscais envolvem mudanças nas leis de arrecadação e gastos do Estado, podendo focar em simplificação, justiça social, estímulo econômico ou equilíbrio fiscal. O FMI destacou a importância de preservar receitas extraordinárias e de implementar um esforço fiscal mais ambicioso para aumentar a credibilidade fiscal e reduzir os custos de empréstimo.
Os dados do Banco Central mostram que a dívida pública atingiu 80,4% do PIB, totalizando R$ 10,44 trilhões, o maior nível desde junho de 2021. A alta da dívida está associada ao aumento de gastos públicos e despesas com juros. O governo já aprovou novas regras para as contas públicas, mas especialistas alertam que sem cortes robustos de despesas, essas regras podem se tornar insustentáveis.


