O governo brasileiro divulgou uma nota nesta terça-feira (2) em resposta à proposta dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O texto expressa indignação com a conclusão de uma investigação preliminar que sugere práticas comerciais desleais por parte do Brasil, associando a iniciativa a articulações da família Bolsonaro.
O comunicado destaca que o trabalho de articulação entre o governo brasileiro e o governo dos EUA foi “sabotado” por interesses eleitorais e familiares. O governo classifica as medidas propostas como injustificáveis e apresenta dados que demonstram o superávit americano em bens e serviços com o Brasil, que totalizou US$ 424,5 bilhões nos últimos 15 anos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também se manifestou, considerando a proposta do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) “injusta” e ressaltando que o Brasil se reserva o direito de adotar medidas recíprocas. Ele enfatizou que o Brasil não discrimina o comércio e que o PIX, mencionado na investigação, é uma infraestrutura pública e gratuita de pagamentos operada pelo Banco Central.
A nota do governo brasileiro reitera a expectativa de que as recomendações do USTR não se tornem tarifas efetivas e que o Brasil tomará medidas para mitigar os danos econômicos que possam resultar dessas ações. O governo reafirma a importância de proteger os interesses nacionais e a soberania do país.
O governo também apresentou um resumo de argumentos que demonstram que a política comercial brasileira é equitativa e não prejudica o comércio dos EUA, além de destacar o compromisso do Brasil em reduzir o desmatamento e cumprir normas internacionais.


