Um novo estudo realizado pela Quaest a pedido do instituto More in Common revela que, embora a maioria dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos se identifique como conservadores, esses índices são menores do que os registrados entre as gerações mais velhas.
O levantamento sugere que a juventude brasileira ocupa uma posição intermediária no debate de costumes, mostrando maior apoio à igualdade de direitos para as mulheres, mas mantendo resistência a rótulos como feminismo e a algumas minorias sociais.
Entre os jovens, 70% dos homens e 83% das mulheres concordam que casais gays devem ter o direito de adotar crianças, mas mais da metade também acredita que a homossexualidade deve ser vivida de forma reservada.
A pesquisa não encontrou evidências de que os jovens sejam mais conservadores do que os mais velhos, e mesmo em casos onde uma parcela ligeiramente maior dos jovens concordou com afirmações conservadoras, a diferença é considerada insignificante.
Outro achado do estudo é que o bolsonarismo é mais forte entre homens jovens do que entre os mais velhos, com 42% dos homens de 16 a 24 anos se identificando com ideias defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2025 e incluiu 10 mil brasileiros. Os pesquisadores ressaltam que a metodologia utilizada pode ter impactado os resultados, sugerindo que a percepção sobre a juventude pode ser distorcida por fenômenos culturais e pela forma como as perguntas foram formuladas.


