O Sistema Remoto de Votações (SDR) da Câmara dos Deputados, criado durante a pandemia para manter a atividade legislativa, tem sido utilizado como uma ferramenta para a análise de projetos polêmicos com o plenário vazio. O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adotado esse sistema, que foi flexibilizado para permitir que parlamentares votem sem estarem presentes fisicamente.
Embora o SDR tenha aumentado a produtividade legislativa, especialistas alertam que o voto virtual contribui para o esvaziamento do debate em temas importantes. A ausência de deputados nas discussões presenciais gera desgaste nas redes sociais, onde suas votações são frequentemente divulgadas, expondo-os à opinião pública.
Recentemente, a Câmara aprovou projetos que limitam multas partidárias e ampliam a imunidade tributária das igrejas, com poucos parlamentares presentes no plenário. O sistema híbrido de votação, que combina votação presencial e remota, levanta questões sobre a legitimidade do processo legislativo, segundo especialistas que argumentam que isso enfraquece o debate parlamentar e a construção de consensos.


