O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou que suas principais divergências políticas são com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A afirmação foi feita durante uma entrevista à rádio Correio FM nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, após um fim de semana conturbado entre membros do Novo e do PL, que incluiu críticas públicas e o cancelamento de um convite para Zema participar de um evento partidário.
“Eu tenho restrições muito maiores com relação ao Lula do que com o Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a direita estará toda unida contra a esquerda”, afirmou Zema. As tensões começaram após Zema criticar a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em resposta, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro sugeriu um possível rompimento entre os dois partidos.
No início da semana, Zema foi desconvidado de um encontro do PL em Santa Catarina, uma decisão que ele soube pela imprensa, segundo aliados. Em maio, após a divulgação de conversas entre Flávio e Vorcaro, Zema considerou “imperdoável” o pedido de recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Apesar disso, ele afirmou que o assunto estava superado, mas continuou a criticar a postura do senador.
Durante a entrevista, Zema também abordou propostas relacionadas à privatização de estatais e à atração de data centers para o Brasil, argumentando que o país está perdendo oportunidades devido à alta carga tributária sobre energia.


