O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou em entrevista a rádios locais no Recife, nesta sexta-feira (19), que “nunca foi próximo” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Zema aproveitou a oportunidade para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), que chamou de “poder incendiário”. A declaração surge em meio a investigações que ligam Flávio Bolsonaro a um esquema de fraudes financeiras envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso.
Durante a entrevista, Zema explicou que sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro era mais próxima, devido ao seu papel como governador de Minas Gerais durante a presidência de Bolsonaro. Ele destacou ações benéficas do governo federal para o estado, como a ampliação do metrô, e reiterou que não teve muitos contatos com o senador Flávio Bolsonaro.
Zema também criticou a atuação atual do STF, afirmando que o tribunal, que antes era visto como um “porto seguro”, se transformou em um “poder incendiário”, criando novas crises ao invés de amenizá-las. Ele expressou confiança em uma possível renovação no Senado, que poderia resultar na eliminação de “frutas podres” do sistema.
Além disso, Zema comentou sobre a inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA) na lista de investigados no Caso Master, afirmando que há uma sensação de impunidade no Brasil, onde certos indivíduos se consideram acima da lei.


