A partir de julho de 2026, a Argentina eliminará o imposto de exportação de veículos, que atualmente é de 4,5%. Essa medida, que se estenderá até julho de 2027, visa aumentar a competitividade da indústria automotiva argentina, beneficiando montadoras que exportam para o Brasil, como Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis.
Segundo Milad Kalume Neto, especialista da K.Lume Consultoria, a redução do imposto não deve causar um impacto imediato no mercado automotivo. O imposto será reduzido gradualmente em 0,375% ao mês até atingir 0%. No segmento de picapes, a Ford e a Volkswagen produzem modelos que são exportados para o Brasil, e a Renault introduzirá a picape Niagara no mercado brasileiro em setembro, embora o preço ainda não tenha sido divulgado.
Cássio Pagliarin, da Bright Consulting, aponta que a diminuição do imposto pode resultar em preços mais atrativos, especialmente para picapes, mas ressalta que é incerto o quanto desse desconto será repassado ao consumidor. Kalume Neto sugere que as montadoras podem optar por oferecer bônus ou descontos pontuais em vez de reduzir os preços diretamente.
A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) considera a decisão do presidente Javier Milei um avanço significativo para a competitividade do setor. Rodrigo Pérez Graziano, presidente da ADEFA, afirma que a previsibilidade no cronograma de redução tributária permitirá que as montadoras planejem melhor suas produções e investimentos. A entidade também defende a eliminação de impostos locais que podem impactar negativamente a competitividade das exportações.


