A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, está enfrentando um clima interno tenso, marcado por demissões e críticas, enquanto acelera sua corrida pela inteligência artificial (IA). Apesar de registrar lucros de quase 23 bilhões de dólares no primeiro trimestre, um aumento de 30% em relação ao ano anterior, a empresa eliminou cerca de 8.000 cargos, afetando quase 10% de sua força de trabalho.
A pressão sobre os funcionários e a reorganização da pesquisa em IA têm gerado relatos de uma “cultura do medo”, com muitos temendo novas demissões. A Meta planeja investir até 145 bilhões de dólares em IA este ano, quase o dobro do valor do ano passado.
Após a realocação de cerca de 6.500 funcionários para a divisão de IA, alguns expressaram descontentamento com tarefas consideradas “monótonas”. A empresa lançou a “Iniciativa de Aprimoramento das Capacidades do Modelo”, que foi suspensa após uma falha no sistema expor dados privados dos funcionários.
Além de suas redes sociais, a Meta busca expandir para eletrônicos de consumo e está considerando um novo aplicativo de apostas online. No entanto, enfrenta desafios legais que podem consumir tempo e recursos, incluindo condenações relacionadas à dependência em redes sociais.
Enquanto isso, a Meta tenta recuperar sua posição na corrida pela IA, competindo com empresas como Google e OpenAI, cujos modelos avançados têm superado os da Meta, que já foram adiados diversas vezes.


