O ministro da Fazenda, Dario Durigan, propôs um aumento na tributação sobre a renda da população mais rica, a revisão de programas sociais e a redução de benefícios fiscais como medidas para melhorar a economia nos próximos anos. Em entrevista ao g1, Durigan afirmou que não foi especificamente convidado a contribuir com o plano de governo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem mantido diálogos com José Sérgio Gabrielli, responsável pelo programa de governo do partido, e outros aliados.
Durigan destacou a necessidade de mudar a tributação no Brasil, que atualmente é considerada historicamente baixa em comparação com países desenvolvidos. Ele argumentou que a carga tributária deveria se concentrar mais na renda e no patrimônio, em vez de penalizar a população mais pobre com altas taxas sobre o consumo. O ministro citou que a taxação de lucros e dividendos, que foi isenta desde 1995, poderia gerar uma arrecadação significativa, estimada em mais de R$ 100 bilhões por ano, se implementada adequadamente.
Além disso, Durigan defendeu a continuidade da redução dos chamados ‘gastos tributários’, que são benefícios fiscais concedidos a setores específicos e que somam mais de R$ 600 bilhões anualmente. Ele também mencionou a importância de revisar os programas sociais, que custarão cerca de R$ 550 bilhões em 2026, para eliminar duplicidades e fraudes, promovendo uma melhor aplicação dos recursos públicos.
O ministro também falou sobre a desindexação do salário-mínimo e dos gastos em saúde e educação, afirmando que esse é um debate a ser considerado pelo futuro governo a partir de 2027.


