A Volkswagen está em um momento decisivo de reestruturação, com planos para cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha. A discussão ocorre nesta quinta-feira (9) entre os grupos que controlam a maior montadora da Europa, enquanto trabalhadores protestam contra as mudanças propostas.
A montadora enfrenta desafios significativos, incluindo altos custos, excesso de capacidade produtiva e concorrência crescente, especialmente de fabricantes chineses. A reestruturação é vista como uma tentativa de preservar a competitividade da empresa, que tem 89 anos de história.
O presidente-executivo, Oliver Blume, terá que convencer representantes sindicais durante a reunião na sede da Volkswagen, em Wolfsburg. Os protestos dos trabalhadores, que contaram com cerca de 400 participantes, refletem a preocupação com o futuro da empresa.
Fontes indicam que as fábricas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm estão na lista de fechamento, com a produção em Zwickau e Emden sendo gradualmente encerrada nos próximos cinco anos. O governo da Baixa Saxônia, que participa do conselho fiscal da Volkswagen, negou rumores de que estaria disposto a aceitar o fechamento das fábricas.
Uma reestruturação foi acordada no final de 2024, na qual os sindicatos conseguiram compromissos para evitar fechamentos, mas a Volkswagen continua buscando alternativas para lidar com a baixa utilização de suas fábricas.


