A Copa do Mundo de 2026 tem gerado intensos debates sobre o uso da tecnologia na arbitragem, com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, buscando reduzir controvérsias. No entanto, as polêmicas persistem, evidenciadas por incidentes como a expulsão do jogador Folarin Balogun, que chamou a atenção até do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As críticas em relação ao uso da tecnologia variam desde acusações de interferência excessiva até teorias de que o VAR favorece certas seleções ou jogadores. O técnico do Egito, Hossam Hassan, expressou descontentamento após a derrota de sua equipe para a Argentina, destacando um gol anulado pelo VAR devido a uma falta não observada pelo árbitro.
O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu a decisão de anular o gol, afirmando que não há um limite pré-estabelecido para a distância da jogada em relação ao gol. Collina também ressaltou que o VAR pode intervir em situações de falta, mesmo que não sejam evidentes.
O VAR foi introduzido para corrigir erros claros e evidentes, mas a resistência à tecnologia continua. Desde sua adoção, houve um aumento nas intervenções do VAR, que já superou os números das edições anteriores da Copa do Mundo. A ampliação do papel dos árbitros responsáveis pelo VAR é uma das estratégias adotadas para esta edição.
Especialistas, como Brennan Klein, da Universidade Northeastern, alertam que os torcedores parecem cada vez menos dispostos a aceitar um nível maior de intervenção tecnológica. Klein observa que os torcedores expressam seu descontentamento com vaias, indicando uma insatisfação crescente com a forma como a tecnologia está sendo utilizada.
Além disso, a Federação Croata de Futebol enviou um ofício à Fifa solicitando explicações sobre decisões controversas, classificando-as como um ‘abuso da tecnologia’. Luka Modric, jogador croata, também criticou o uso da tecnologia em situações que não são claras, ressaltando a necessidade de discernimento na aplicação do VAR.


