A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A decisão, anunciada na última sexta-feira (10), se deve a desgastes nas relações entre Flávio e dirigentes da federação, além da pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
Sem uma aliança nacional, os diretórios estaduais das legendas terão liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente em cada estado. O Progressistas já havia demonstrado insatisfação com a postura de Flávio, especialmente após o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, ser alvo de investigações da Polícia Federal.
Além disso, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, expressou incômodo após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, aliado de Flávio. A falta de apoio público de Flávio em relação a esse episódio também contribuiu para a decisão da federação.
Apesar da decisão de não apoiar Flávio Bolsonaro nacionalmente, o Progressistas pretende liberar seus diretórios estaduais para definir os apoios locais, especialmente em São Paulo, onde o partido já anunciou apoio a Flávio para fortalecer a pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.


