A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A decisão foi influenciada por desgastes na relação entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses, além da pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
Sem uma aliança nacional, os diretórios estaduais das legendas terão liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente em cada estado. O Progressistas (PP) já demonstrava insatisfação com a postura de Flávio desde que o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, foi alvo da Polícia Federal em uma investigação envolvendo o Banco Master em maio deste ano. Nogueira esperava uma manifestação pública de Flávio em sua defesa, o que não ocorreu.
Além disso, a situação se agravou após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro e aliado de Flávio, que foi detido após um fuzil ser encontrado em seu carro. A falta de apoio de Flávio em relação a este episódio também foi um fator de descontentamento.
Os presidentes dos partidos receberam pedidos de filiados para que a federação mantivesse neutralidade na disputa presidencial, especialmente em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral. Apesar da decisão de não apoiar Flávio nacionalmente, o Progressistas pretende liberar seus diretórios estaduais para definir apoios locais.
Em São Paulo, o Progressistas vai apoiar Flávio na disputa ao Senado, visando fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP). A disputa ao Senado em 2026 contará com 54 das 81 cadeiras, e pesquisas mostram que a competição está acirrada.


