A Unesco fez um apelo a governos e credores internacionais para ampliar as trocas de dívida por investimentos em educação, destacando que atualmente 113 países gastam mais com o serviço da dívida do que com a educação de suas populações. O alerta foi feito durante uma cúpula global sobre educação realizada em Paris na sexta-feira (10).
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou novas diretrizes que visam permitir que países altamente endividados redirecionem recursos escassos para a educação, incluindo a construção de escolas e a formação de professores.
As trocas de dívida por educação possibilitam que os países refinanciem ou recomprem dívidas onerosas, canalizando a economia gerada para o setor educacional. O Banco Mundial começou a apoiar tais acordos, citando exemplos como um acordo entre a França e a Costa do Marfim que financiou a construção de mais de 30 escolas.
De acordo com a Unesco, 6,1 bilhões de pessoas vivem em países onde os gastos com a dívida superam os investimentos em educação. Em países de baixa renda, os pagamentos da dívida são quase quatro vezes maiores que os gastos em educação. Além disso, a Unesco alertou que o apoio internacional à educação está diminuindo, com previsões de queda de até 30% na ajuda global entre 2023 e 2027.


