As atividades no Congresso Nacional devem ser reduzidas nos próximos meses devido ao recesso parlamentar, convenções partidárias e início das campanhas eleitorais, adiando a análise de pautas significativas para após as eleições de outubro. O recesso ocorrerá entre 18 e 31 de julho, e, neste ano, os parlamentares devem enfrentar um recesso informal, já que o projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO) não foi votado.
O especialista em relações governamentais, Samuel Oliveira, observa que, a partir de julho em anos eleitorais, os parlamentares tendem a focar mais nas campanhas do que na agenda legislativa, o que pode dificultar a formação de quórum e a realização de debates importantes.
O calendário eleitoral inclui datas críticas, como o registro de candidaturas no TSE até 15 de agosto e o início da propaganda eleitoral em 16 de agosto. Durante esse período, é esperado que pautas prioritárias, como propostas de emenda à Constituição e projetos de lei relevantes, sejam adiadas.
Oliveira destaca que a estratégia de adiar votações é uma forma de evitar conflitos públicos durante a campanha, enquanto o cientista político Murilo Medeiros ressalta que o foco se desloca para projetos com forte apelo popular. Assim, o Congresso deve operar em um ritmo mais lento até o término das eleições.


