A polícia migratória dos Estados Unidos (ICE) continuará suas operações nas estradas para combater a imigração irregular, afirmou o presidente Donald Trump nesta quarta-feira (15), após a suspensão dessa prática em virtude da morte de dois imigrantes.
Um colombiano de 26 anos foi morto na segunda-feira após ser atingido por tiros de um agente do ICE no estado do Maine. Na semana anterior, um mexicano que residia há anos em Houston, Texas, também foi morto em um incidente semelhante. Em ambos os casos, os agentes alegaram que dispararam porque os homens tentaram fugir utilizando seus veículos.
Trump destacou a importância das blitzes do ICE, escrevendo em sua plataforma Truth Social: “NÃO PODEMOS abrir mão de uma das ferramentas mais importantes e eficazes do I.C.E. contra o crime: AS BLITZES DE TRÂNSITO!”. Ele criticou a oposição, afirmando que a ‘Esquerda Radical Democrata’ gostaria que essas operações fossem suspensas, mas que isso não ocorrerá sob sua supervisão.
O Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o ICE, havia anunciado a suspensão das operações após a repercussão das mortes. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que investigações internas seriam conduzidas em ambos os casos, enfatizando a colaboração com polícias estaduais e locais.
O governo mexicano reportou que 17 de seus cidadãos morreram em operações de detenção e deportação desde que Trump assumiu o cargo novamente em 2025, e anunciou que apresentará denúncias criminais contra o governo americano. O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou a morte do colombiano como “assassinato”.
A oposição democrata critica as ações do ICE, alegando que suas operações extrapolam atribuições e afetam também imigrantes em situação regular.


