O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou nesta quarta-feira (23) uma mudança no tom do pré-candidato após desgastes provocados por desdobramentos das investigações do caso Master e pela crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em entrevista à GloboNews, Marinho esclareceu que Flávio não está tentando adotar um ‘estilo Jair’ ao participar de eventos, apesar de alguns aliados notarem uma postura mais agressiva e a repetição de declarações controversas do pai. Ele destacou que a indignação do pré-candidato com as notícias recentes, como a divulgação de que Flávio teria recebido R$ 500 mil por serviços prestados a uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, é uma reação natural.
“Não houve mudança no tom. O que ocorre é uma indignação natural ao que está sendo colocado. Estar indignado com a forma como as coisas estão sendo tratadas não é subir o tom”, afirmou Marinho.
Nos últimos dias, Flávio tem feito gravações com um tom mais agressivo, similar ao utilizado em campanhas anteriores pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato negou irregularidades na prestação de serviços e criticou a divulgação seletiva de informações.
Marinho também comentou sobre a neutralidade da federação PP-União nas eleições presidenciais de 2026, afirmando que ainda busca apoio dos partidos até o prazo final para convenções partidárias, que se encerra em 5 de agosto.


