A recente imposição de uma nova tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros gerou preocupações no setor produtivo do Brasil, especialmente na indústria. A tarifa total sobre determinados produtos pode alcançar até 37,5%, afetando significativamente a competitividade das exportações brasileiras.
O agronegócio, embora tenha sido menos impactado, observa com atenção a situação, enquanto a indústria clama por agilidade do governo federal para negociar diretamente com os EUA. O governo brasileiro, por sua vez, classificou a medida como “completamente arbitrária e injustificada” e anunciou a intenção de acionar a Lei de Reciprocidade e levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC).
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) alertou que 85,3% das exportações brasileiras para os EUA estarão sujeitas à nova sobretaxa, o que pode fragilizar cadeias produtivas e aumentar os custos. A Abimaq, associação do setor de máquinas e equipamentos, expressou preocupação com a perda de competitividade e a previsão de queda nas exportações para os EUA.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reafirmou o compromisso do setor em apoiar as negociações diplomáticas, enquanto a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) destacou a necessidade de uma resposta firme e técnica do governo para ampliar as exceções e garantir previsibilidade às empresas exportadoras.


