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De Luís 14 ao TikTok: por que ‘farmamos aura’ há séculos

Na linguagem das redes sociais, ter ‘aura’ significa possuir um tipo de magnetismo difícil de explicar. Essa expressão, que pode parecer efêmera, reflete uma obsessão social que remonta a séculos, muito antes do TikTok.

Ter ‘aura’ envolve uma combinação de presença, confiança e estilo, sendo interessante sem parecer que se esforça para isso. O Dicionário Cambridge já reconhece ‘cultivar aura’ como a prática de agir para projetar uma personalidade atraente.

Historicamente, diferentes termos como honra, graça e carisma foram utilizados para descrever a mesma necessidade de se destacar socialmente. O conceito de ‘farmar aura’ se tornou popular entre a geração alfa, mas suas raízes estão profundamente ligadas a práticas de séculos passados.

Luís 14, por exemplo, ‘farmava aura’ em Versalhes, onde cada ato era uma apresentação pública meticulosamente planejada. Hoje, com um celular, qualquer um pode projetar sua própria aura.

O sociólogo Pierre Bourdieu explicaria que a aura não é apenas uma característica pessoal, mas também um capital cultural que se reconhece socialmente. Assim, a aura se transforma em uma forma de distinção social, onde o reconhecimento da presença de alguém é fundamental.

Embora o TikTok tenha atribuído uma ‘pontuação’ a esse comportamento, a busca por uma aura interessante é uma prática que perdura ao longo do tempo, mostrando que, apesar das mudanças nas plataformas, a essência do comportamento humano permanece a mesma.

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