O adolescente de 16 anos apreendido por suspeita de matar a facadas a estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, era considerado um aluno quieto e pouco sociável por professores da escola onde os dois estudavam, em Água Doce do Maranhão. Bruna foi sepultada na manhã desta quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, na zona rural do município.
Em entrevista à TV Mirante, o professor Franciel Araújo afirmou que o jovem havia ingressado recentemente no turno noturno e que a equipe escolar tentou ajudá-lo a se integrar aos demais estudantes, mas ele costumava permanecer isolado. ‘Infelizmente, até quinta e sexta-feira, eu dei aula para esse indivíduo. Muito estranho. Desde o primeiro dia em que ele chegou no nosso horário, a gente, eu como professor e os demais companheiros tentamos nos aproximar dele, tentamos associar ele com os outros alunos e ele sempre, individualmente, era ele, só ele’, relatou.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil do Maranhão deve ouvir testemunhas para apurar as circunstâncias da morte da estudante e o que ocorreu antes do ataque. A jovem Bruna Loiola, de 18 anos, morreu após ser esfaqueada nesta segunda-feira (31), em Água Doce do Maranhão.
O professor também contou que o adolescente havia sido transferido do turno vespertino para o noturno após um desentendimento com outro estudante. ‘As informações que nós obtivemos é que ele foi expulso do horário vespertino para o horário noturno, que é no qual eu trabalho. E a gente soube devido ao briga, uma briga com ele e outro aluno’, explicou.
Bruna estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa e, segundo a direção da escola, tinha autorização da família para almoçar em casa. A Polícia Militar aponta que Bruna e o adolescente suspeito do crime teriam discutido antes do assassinato, mas familiares da vítima negaram essa versão.
O adolescente foi apreendido minutos depois do crime, e com ele foram encontrados uma balestra, uma faca e objetos que serão periciados. A Polícia Civil deve começar a ouvir testemunhas nesta quarta-feira, incluindo o porteiro que autorizou a saída de Bruna da escola.


