O Ministério da Defesa do Brasil terá o sexto maior orçamento em 2027, conforme a proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional. O valor previsto é de aproximadamente R$ 148 bilhões, um aumento em resposta às tensões internacionais e aos desafios de segurança mencionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desse total, cerca de R$ 108 bilhões serão destinados a despesas com pessoal, que incluem militares ativos, inativos e pensionistas. Outros R$ 21,7 bilhões estão alocados para despesas correntes e R$ 12,7 bilhões para investimentos.
Os recursos do Ministério da Defesa superam os orçamentos de outros ministérios importantes, como Justiça e Segurança Pública, Transportes e Ciência e Tecnologia. Lula tem enfatizado a necessidade de fortalecer a defesa do país diante de um cenário geopolítico complexo, incluindo a guerra no Oriente Médio e a designação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos.
O orçamento de 2027 também contempla investimentos significativos em projetos estratégicos, como o desenvolvimento de submarinos nucleares e a aquisição de caças Gripen. O programa nuclear da Marinha, que inclui o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, receberá R$ 1,4 bilhão, enquanto a construção de quatro fragatas modernas contará com R$ 900 milhões.
Além disso, o Exército receberá R$ 1 bilhão para a produção de viaturas blindadas e o Sistema de Defesa Estratégico de Mísseis e Foguetes terá R$ 671 milhões destinados a sua implementação. A Força Aérea Brasileira contará com R$ 2,81 bilhões para a compra de caças Gripen e R$ 572 milhões para a aquisição de aeronaves cargueiras.
Os investimentos visam garantir a soberania do Brasil e a capacidade de resposta a possíveis ameaças, com o governo ressaltando a importância de estar preparado para dissuadir conflitos, mesmo em um cenário de paz internacional.


