O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se neste domingo (6) sobre a crise na Suprema Corte, em decorrência da revelação de mensagens entre os ministros Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de relatórios que questionam a atuação de André Mendonça nos casos Master e do INSS. Em sua postagem, Dino ressaltou que ‘problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais’.
O ministro destacou três temas que, segundo ele, exigem um aprofundamento: a questão das decisões monocráticas, a jurisdição penal do STF e a necessidade de encerramento de inquéritos antigos. Dino expressou apoio à conclusão das investigações, mas questionou a definição do que constitui ‘tramitação longa’ nos inquéritos.
O inquérito em questão, que investiga ataques e ameaças à Suprema Corte, está em andamento há sete anos e gerou controvérsias em relação a suas decisões. Dino defendeu que as decisões monocráticas são essenciais para a eficiência do sistema judiciário, argumentando que a morosidade aumentaria se todas as questões precisassem ser decididas por colegiados.
Além disso, ele afirmou que a jurisdição penal do STF deve ser mantida, uma vez que a retirada dessa competência exigiria uma reestruturação cuidadosa do sistema judicial.


