A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) foi reavaliada após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das investigações. A Polícia Federal (PF) identificou irregularidades nas operações de compra de créditos entre as duas instituições.
Os documentos revelam que o BRB realizou pagamentos por carteiras de crédito antes da conclusão das análises técnicas necessárias, continuando a aprovar operações mesmo após alertas sobre fraudes. A PF identificou um padrão de ‘gestão fraudulenta’, onde as compras eram divididas em valores menores para evitar a necessidade de aprovação do Conselho de Administração.
As investigações abrangeram operações que totalizam R$ 47,78 bilhões, evidenciando práticas de pagamento antes da conclusão das avaliações de risco. A PF concluiu que a gestão do BRB não seguiu os procedimentos adequados, resultando em uma concentração excessiva de compras no Banco Master, que chegou a representar 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público.


