A defesa do deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) divulgou uma nota nesta segunda-feira (14) afirmando que o parlamentar nega irregularidades e critica a operação da Polícia Federal contra ele, que ocorreu em meio a uma ‘circunstância política e eleitoral’. A manifestação da defesa se dá após o deputado e sua advogada, Valéria Rodrigues Linhares, se tornarem alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pela Polícia Federal.
O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação, que investiga indícios de que Cezinha usava sua função legislativa para dar a impressão de que possuía influência sobre decisões de ministros de tribunais superiores. No comunicado, a defesa afirmou que o deputado confia plenamente na Justiça e está à disposição para prestar esclarecimentos.
A operação é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga suspeitas de tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa questiona o momento da ação, ressaltando que, segundo a jurisprudência do STF, medidas de tamanha repercussão deveriam ser conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral.
Entre os elementos reunidos pela PF está a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro em espécie com Valéria Linhares no Aeroporto de Congonhas (SP) em agosto de 2026. O ministro Flávio Dino destacou que ministros do STF, STJ e TSE não são investigados e não cometeram irregularidades, ressaltando que a apuração se concentra na ‘mercancia da influência’.


