Um grupo de especialistas em segurança dos EUA e da China recomendou que ambos os governos adotem medidas rigorosas para regular o uso de inteligência artificial (IA) em contextos militares, especialmente em relação a sistemas nucleares. As propostas surgem em um momento de crescente preocupação sobre a autonomia das máquinas em operações sensíveis, onde um erro poderia levar a decisões críticas em questão de minutos.
As recomendações foram apresentadas durante um diálogo entre os dois países, promovido pela Brookings Institution e pelo Centro de Segurança e Estratégia Internacional da Universidade de Tsinghua, e incluem a necessidade de controle humano sobre ataques digitais significativos e a criação de uma linha direta para incidentes envolvendo IA autônoma.
Melanie Sisson, da Brookings, e Tianjiao Jiang, da Universidade de Fudan, enfatizaram que a rivalidade entre EUA e China em IA não se limita à disputa por tecnologia, mas também envolve questões de controle de armas e a necessidade de protocolos claros para evitar mal-entendidos em situações de crise.
O ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, destacou que a IA está transformando a natureza da guerra, e o uso de sistemas autônomos deve ser cuidadosamente regulado para evitar erros de cálculo que possam escalar conflitos. Jiang propôs ainda a definição de ‘controle humano significativo’ para evitar interpretações divergentes sobre a autonomia das máquinas.
Embora as propostas ainda não tenham sido oficialmente endossadas por nenhum dos governos, a discussão reflete a crescente integração da IA em estratégias militares e a necessidade de garantir que decisões críticas permaneçam sob controle humano.


