Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 23,3% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos com dificuldades de mobilidade, mas sem deficiência cognitiva, são analfabetos. Em comparação, a taxa de analfabetismo entre jovens da mesma faixa etária sem deficiência é de apenas 1%. Esses dados, apresentados na pesquisa “Pessoas com Deficiência (PcD) e as Desigualdades Sociais no Brasil”, destacam a necessidade de maior inclusão na educação.
Além disso, o levantamento revelou que 40,4% das pessoas com deficiência que enfrentam dificuldades cognitivas não sabem ler ou escrever. A pesquisa também apontou que as condições de acesso à educação para jovens com deficiência são inferiores às da população em geral, especialmente no ensino médio.
O estudo enfatiza que a inclusão vai além da matrícula escolar, sendo necessário garantir adaptações que promovam a socialização e a aprendizagem efetiva. A presença de recursos como salas de recursos multifuncionais e banheiros adaptados é limitada nas instituições de ensino, o que pode contribuir para a baixa taxa de alfabetização.
O acesso ao ensino superior tem melhorado, especialmente com o crescimento da educação à distância, mas ainda há desafios significativos a serem enfrentados para garantir que todos os jovens com deficiência tenham as mesmas oportunidades educacionais.


