A Tesla inicia um julgamento significativo nesta segunda-feira (21) em Oakland, Califórnia, por suposta discriminação racial contra trabalhadores negros. O processo foi aberto pelo Departamento de Direitos Civis da Califórnia, que acusa a fabricante de veículos elétricos de permitir um ambiente de trabalho hostil em sua fábrica de Fremont.
As alegações incluem assédio racial frequente e práticas discriminatórias, como salários inferiores e limitações nas oportunidades de promoção para trabalhadores negros. O julgamento, que deve durar até 30 de outubro, será conduzido pelo juiz Peter Borkon, sem a presença de um júri.
A Tesla nega as acusações e afirma que não tolera discriminação, destacando que funcionários envolvidos em condutas inadequadas foram demitidos. O caso é um dos vários processos enfrentados pela empresa, que também está sob investigação da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC).
O diretor do Departamento de Direitos Civis, Kevin Kish, expressou a expectativa de responsabilizar a Tesla, uma vez que a lei da Califórnia não impõe limites para indenizações em casos de discriminação. A repercussão do julgamento pode ter um impacto significativo na reputação da empresa e nas suas práticas de trabalho.


